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13 de jun de 2018

Resenha: Death Note, de Tsugumi Ohba e Takeshi Obata



Segurem os forninhos (nunca usei esta expressão, ainda tá em tempo?), pois esta resenha é inédita para mim! 

Pois é, não tenho o hábito de ler mangás ou assistir animes com frequência, mas o dia que me deparei com Death Note - que comecei assistindo.. não lembro se foi no Crackle ou em outro similar - eu tive de parar, porque a história é fascinante! 

Sim,primeiro vi o anime e depois fui atrás do mangá. O post será sobre o mangá, mas comentarei um pouco sobre o anime também. 

Bora começar?




Desafio Literário 2017 - Um livro traduzido de um idioma que não seja inglês  ( lá nas regrinhas do Desafio dizia que mangá também pode este ano, iupi!) 




Death Note é uma série em mangá com doze volumes, que foi publicada de janeiro de 2003
 até maio de 2006.

Conta a história de Raito ( no anime, Light) Yagami, estudante que está terminando o que aqui no Brasil corresponde ao ensino médio. Ele está absolutamente entediado e vê como sem salvação o mundo em que vivemos, cheio de violência, miséria e corrupção. 
Um dia, enquanto estava estudando, Raito vê um objeto literalmente caindo do céu, o que desperta sua curiosidade. Assim que sai da sala de aula, vai conferir que objeto é este e depara-se com o que irá mudar para sempre sua vida: um Death Note - Caderno da Morte. Este é um caderno especial, no qual o ser humano que tiver seu nome escrito morrerá, desde que o nome correto da pessoa seja escrito e o dono do caderno tiver em mente o rosto da pessoa enquanto escreve.

 A princípio, Raito fica descrente, porém resolve testar o caderno escrevendo o nome de um bandido que viu em uma reportagem enquanto assistia  televisão em seu quarto.. e  exatos quarenta segundos após escrever o nome do criminoso,o mesmo sofre um infarto fulminante, como descrito nas primeiras regras do caderno. 

Em poucos dias, Raito confirmou que o poder do caderno é real e está confiante, já tendo escrito vários nomes de criminosos.  É quando surge Riuku ( no anime, Riuk), um shinigami, ou seja, deus da morte, que era proprietário do caderno e o deixou cair propositalmente no mundo dos humanos. O motivo? O mesmo de Raito: tédio. 

Raito começa a usar o Death Note com a intenção de limpar o mundo das pessoas más, porém o poder  rapidamente corrompe este ideal, a partir do momento em que ele acaba matando uma pessoa inocente para não ser descoberto. Autoridades do mundo todo estão alarmadas com a morte de tantos criminosos dentro e fora das prisões, e como Raito propositalmente orquestra as mortes de forma que se perceba que há alguém por trás delas - para inspirar temor e futuramente ser reconhecido como "o deus no novo mundo" - decidem chamar o melhor detetive do mundo, conhecido apenas como L. 

L não revela seu rosto, idade, ou gênero a ninguém a não ser Watari, que é uma espécie de tutor e porta-voz do detetive. Fala utilizando um programa de computador que modifica sua voz e é muito respeitado pelos representantes mundiais, por resolver os casos mais difíceis. Apenas com algumas informações iniciais, deduz que o assassino, doravante chamado de Kira ( corruptela de Killer - assassino em inglês), está no Japão e logo uma equipe de investigação se forma naquele país, com L conseguindo determinar a região em que Raito está. 

A partir daí é que o mangá fica mais emocionante, com um verdadeiro duelo intelectual entre Raito e L, que chegam a se conhecer pessoalmente e até a trabalhar juntos,( e cada um consciente do que o outro é, afinal L suspeita fortemente de Raito e não esconde isto). Cada movimento dá margem a interpretações diversas, e até mesmo uma partida de tênis entre Raito e L  - que se matriculou na mesma universidade de Raito para poder vigiá-lo, utilizando, é claro, um nome falso  - vira um exercício de raciocínio para ambos confirmarem suas suspeitas. 




   O  pai de Raito trabalha na polícia e  está na equipe de investigação que procura por Kira. Raito consegue, devido à sua grande perspicácia, ser convidado a colaborar na investigação que busca encontrar e prender Kira. Isso mesmo, Raito está na equipe que caça Kira, ele mesmo! Nem é preciso dizer como é eletrizante acompanhar as manobras de Raito para continuar participando da investigação e  as diferentes formas como ele consegue manipular as pessoas ao seu redor do jeito que bem entende. Até mesmo shinigamis ele consegue manipular. Misa Amane, namorada de Raito, é sua colaboradora, por ter também um Death Note, e uma das pessoas mais manipuladas por ele. Sua admiração por Raito é tão grande que ela arrisca a própria vida e segue cegamente as instruções que ele lhe dá. A única pessoa páreo para ele em raciocínio é L, que desde o início suspeita dele porém não consegue provas para prendê-lo de imediato. 
Como já escrevi, o ponto forte do mangá (que foi preservado também no anime) é o embate intelectual entre Raito/Kira e L (e outros detetives que aparecem mais tarde no enredo)

     Vou me conter aqui para não revelar demais sobre o enredo, mas a história é empolgante! 


    O final do anime é diferente do final do mangá, porém tanto um quanto o outro vale a pena. Eu prefiro o mangá pelas informações a mais, pois transformar vários mangás em uma série com 37 episódios fatalmente faz com que alguns dados sejam suprimidos. Porém a qualidade do anime é muito boa também! 




Curiosidades: 

















  •    No mangá, a história se passa entre 28/11/2003 e 28/01/2010. Já no anime, os fatos ocorrem entre 28/11/2006  e 28/01/2013 . 

  • As datas dos acontecimentos na história se alteram por causa disto, sendo que no mangá Raito começa a utilizar o caderno em 2003, já no anime, em 2006, passando-se cinco a seis anos entre o início e final da saga.

  • Nos primeiros rascunhos de Death Note, o caderno era recolhido por um menino,Taro Kagami,  que sem saber de seu poder o utilizava como diário, assim provocando sem intenção  a morte de colegas de classe que praticavam bullying com ele. Inconsolável, ele fala com Riukku, que lhe mostra a Death Eraser - uma borracha que apagava os nomes escritos no caderno, trazendo as pessoas de volta à vida. Este personagem provavelmente serviu de inspiração para Teru Mikami, um dos "discípulos" de Raito que nos últimos capítulos do anime e do mangá utiliza o Death Note por ordem deste. 

  • Death Note, além do anime, também já foi adaptado para vários filmes no Japão, para um , drama e recentemente foi realizada uma adaptação para a Netflix, que foi bastante criticada por fugir bastante da proposta original.



Futuramente pretendo fazer um post com mais detalhes, aí quem quiser clique por conta e risco. Quando concluir, colocarei link aqui na postagem. 



Para saber mais: 



Curiosidades sobre Death Note

Crítica de Animes - Death Note

Os Mangás perdidos de Death Note

13 Diferenças entre o anime e o mangá de Death Note ( contém spoilers)




Um comentário:

  1. Linda participação e que bom gostaste ! beijos, tudo de bom,chica

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