12 de mar de 2013

Dores que temos, cores que não vemos.

Os velhos moinhos de vento movem águas passadas, enquanto lá fora gemem dores vindas e que ainda virão.

O presente, o passado, o futuro, pairam como balões de gás sobre nossas cabeças, povoando o céu de nossas incertezas e indagações. Vivemos em uma pequena clareira, muitas vezes achando que é esse o mundo real, enquanto não nos apercebemos da enorme e desconhecida floresta esperando ser explorada, mas não desmatada por nossos arroubos inconsequentes.

Precisamos de calma, mas cada dia ficamos mais agitados; precisamos de amor, mas cada dia mais nos esfriamos; precisamos de ombros amigos, mas cada dia mais nos isolamos.

Precisamos romper a casca, sair da caverna em que vemos sombras como realidades e ousar ver as cores reais da vida. Precisamos voltar a sorrir com franqueza, a confiar uns nos outros, a aceitar as mãos estendidas sem obrigação de retribuir, a falar com sinceridade, a ter boa fé, a olhar nos olhos.


Precisamos urgentemente voltar a ser humanos, pois a obrigação de sermos perfeitos está acabando conosco.
Há um mundo esperando, há uma vida esperando. E é a única vida que temos. Há muito mais do que conhecemos e temos, esperando para acontecer.

4 comentários:

  1. Olá, Marina.
    Acredito que devemos ser aquilo que queremos ser e não o que a sociedade ou outras pessoas nos forcem a sermos.
    Abraço.

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  2. "Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter"... discordo em parte. Somos quem queremos ser!

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  3. Marina, bom dia!
    Penso que apesar de querermos ser de um jeito, a sociedade de alguma forma poda e acabamos sendo moldados ficando assim nem o que exatamente queremos nem exatamente o que quer a sociedade, daí esfriamos o sentimento, refugiamos na caverna de nosso edredom, deixamos de ser o que queríamos para sermos alguém que cabe dentro dos padrões sociais.
    Claro que se decidirmos ser o que queremos sem abrirmos mão de algum fato, teremos que enfrentar e aguentar as consequências.
    Bjoks

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    Respostas
    1. Há consequências, não importa as escolhas. E é preciso maturidade para compreender que é preciso ser firme, aguentar, como escrevestes o resultado de nossas escolhas.
      Não podemos deixar o mundo nos esfriar, para não perdermos nossa própria essência.
      Valeu pela visita!

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