3 de fev de 2012

Vá rotular a fruta que caiu!


Rótulos, rótulos... 
Parece que nasce com a gente, ou melhor, que está no DNA humano a capacidade absurda de criar preconceitos (que gosto de chamar pré-conceitos) e rótulos. 
Como se fôssemos produtos, mercadorias no armazém da vida, que precisam ser etiquetadas, para poder ser armazenadas e dispostas da forma mais correta. 

Sim, muitas vezes é isso que parecemos: lindos (ou nem tanto) potes coloridos, com rótulos chamativos, enfileirados em prateleiras, com um cartazinho: "Oferta! Leve dois (insira aqui uma modinha, estilo musical, gênero ou sei lá o que de sua preferência). e pague um! 

Arre.........! 

Se digo que gosto de rock, aos olhos desses classificadores de mercadorias, só posso gostar desse gênero musical. Se começo a ouvir música clássica, "ué, mas você não gostava de rock?" 

Oras, sou eclética, respondo. 
"Ah, mas você tem um gênero preferido, né?"

Posso ter, posso não ter. Gosto da cor azul, mas não vou abarrotar o meu armário só com peças azuis. Gosto de chocolate, mas não como todo santo dia. Gosto de ler  romances policiais, mas isso não me impediu de ler Crepúsculo.

Por que, com tantas possibilidades em nossa vida, com tantas coisas legais para conhecer, ser, encontrar,viver... temos de nos engessar em rótulos? Não podemos ser felizes e aproveitar a vida sem sermos classificados, etiquetados, carimbados? 

Gostar de uma música das chamadas "bandinhas coloridas" não faz de você gay, ouvir Nirvana não vai fazer você se suicidar. 
Ler Crepúsculo não faz de você um "babaquinha- que -gosta -da -nova- modinha -de -vampiros -que- brilham- ao- sol", do mesmo modo que assistir Dexter não transforma ninguém em serial killer. 

Estou com raiva de rótulos. 

Se alguém gosta de samba, logo é malandro, se alguém gosta de rock é drogado, se alguém é gótico é traumatizado, se usa uma roupa um pouco mais curta ou fez piercing no umbigo é piranha, se discorda de algo é revoltadinho, se concorda é puxa-saco, e mais tantos....ou sei lá....

Fugindo um pouco do meu linguajar habitual e encerrando o desabafo revoltado: 

QUE SACO!

(na boa, o mundo está ficando muito chato...)

Na próxima postagem, voltaremos à programação normal. 
Bom fim de semana!!!

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