30 de nov de 2011

Ando tão à flor da pele...

(Zeca Baleiro)


Ando tão à flor da pele
Que qualquer beijo de novela
Me faz chorar
Ando tão à flor da pele
Que teu olhar "flor na janela"
Me faz morrer
Ando tão à flor da pele
Meu desejo se confunde
Com a vontade de não ser
Ando tão à flor da pele
Que a minha pele
Tem o fogo
Do juízo final...(2x)
Barco sem porto
Sem rumo, sem vela
Cavalo sem sela
Bicho solto
Um cão sem dono
Um menino, um bandido
Às vezes me preservo
Noutras, suicido!


Talvez seja cansaço, tenho quase certeza que é....
Talvez seja o ano acabando, e tanto a deixar pronto, ajeitado.. Um ano a ser finalizado, a semente de um novo ano a plantar e esperar, como em tantos anos, que germine e desabroche, tal qual flor orvalhada e sedosa,perfumada e tão esperada.
Seja o que for... o que é, de onde vem, essa vontade repentina, inexplicável, de chorar? Essa vontade de deixar tudo feito, e ao mesmo tempo, de simplesmente não querer fazer nada, apenas ganhar um colo e poder ter todo o tempo do mundo para pensar na vida, ou melhor, nem pensar...
Quero falar, quero calar. Quero esperar, ao mesmo tempo em que me enfado da espera.  Detesto ver como o tempo passa rápido, mas contraditoriamente espero os dias passarem e levarem as obrigações com eles.
Vai, novembro! Leva embora o cansaço do ano que parece desabar sobre meus ombros quando o dia, débil, despede-se. 
E que venha dezembro, a magia do Natal, o descanso merecido e a regeneração.

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